Pesquisa aponta que preço e equipamentos disponíveis são vitais na escolha de um veículo pelo mercado consumidor


01 de novembro de 2011|Sem Comentários

Uma avalanche de marcas e modelos tende a tirar o foco do consumidor da marca e apresentar a ele outros benefícios

Temos finalmente no mercado uma espécie de condição igualitária entre os players que disputam a preferência do consumidor de automóveis. A fidelidade a uma determinada marca de automóvel antes, comparada a um casamento, parece que está próxima de um divórcio. Hoje em dia o que mais importa para a maioria dos compradores de veículos zero-quilômetro é o preço e as características do modelo – principalmente a quantidade de diferenciais como direção assistida e ar-condicionado, por exemplo.

Quem afirma isso é a pesquisa  apresentada na semana passada pela agência de promoção de varejo automotivo MSantos.

O levantamento foi feito com 267 consumidores que procuravam veículos novos e seminovos em 18 concessionárias (de nove marcas diferentes) na Grande São Paulo. A pergunta básica foi se a pessoa estava à procura de um veículo da mesma marca que já possuía atualmente e se isso era fundamental em sua decisão de compra, ou se o preço e as características do veículo pesavam mais. Dos entrevistados, 78 % responderam que escolheriam o carro de acordo com o valor e quantidade de equipamentos. Segundo a MSantos, nas pesquisas realizadas em 2007 e 2008 esse porcentual era 62%, em média.

Carros como o J6 da Jac Motors deixam claro para o consumidor que ele pode pagar um pouco menos e ter um pouco mais de conforto, acessórios e algumas regalias. Apesar da marca ser uma entrante no mercado procuram focar no benefício imediato.

A pesquisa constatou que os consumidores com maior idade (83 dos ouvidos têm mais de 50 anos) foram os que indicaram maior fidelidade à marca de seus atuais veículos. Foram entrevistados 193 homens entre 25 e 70 anos e 74 mulheres de 25 a 64 anos.

“Hoje temos no Brasil mais de 50 marcas disponíveis que oferecem mais de mil modelos de veículos nacionais e importados aos consumidores, fazendo com que cada vez mais os compradores se interessem pelo preço e características do carro independentemente de seu fabricante, pois a ideia é de que todos apresentam qualidade parecida”, avalia Ayrton Fontes, economista da MSantos.

Parece que as montadoras Coreanas e Chineses já presentiam isso. Sentiram o cheiro da oportunidade e em breve devem ser privilegiadas pelo novo modelo imposto pelo mercado. Será uma mudança de paradigma ou sinal dos tempos que viram. A infidelidade automotiva deve perdurar até quando? Mas que elas nào se enganem, de que é só chegar e vender… o consumidor está de olho no pós venda também e no custo futuro do automóvel e de revenda que na minha humilde opinião tendem a ser as próximas bolas da vez no campo das exigências. O tempo, senhor da razão nos dirá em breve.

 

 

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