i-MiEV da Mitsubishi chega ao Brasil para reconhecimento de terrítorio


16 de março de 2010|Sem Comentários


Em testes no Brasil i-MiEV, carro elétrico que a Mitsubishi trouxe ao Brasil para avaliação e pode importar dentro de dois ou três anos, tem ainda o inconveniente do preço. No Japão (US$ 31.000, já com o subsídio de US$ 14.300 do governo) mais os impostos de importação e IPI cheio elevariam o custo do carro por aqui a pelo menos R$ 100 mil.

O diretor de planejamento da empresa no Brasil, Reinaldo Muratori, aposta em uma redução expressiva nesse valor com novas tecnologias e maior escala de produção. “A importação do carro no momento tem o objetivo de ampliar nosso conhecimento do produto e compreender seu comportamento no Brasil” — explicou.

O i-MiEV colocou a Mitsubishi na vanguarda dos carros elétricos em nível global, a ponto da PSA encomendar cem mil unidades com as marcas Peugeot (Ion) e Citroën (Czero). Com 3,40 m de comprimento (30 cm menos que o Uno), acomoda bem quatro pessoas com até 1,90 m de altura. Isso mostra também como as grandes empresas estão alinhadas em relação a questão design, já que uma mudança pequena aqui e ali e temos outra marca usando o mesmo carro.

Desempenho

O desempenho surpreende, com uma boa arrancada. O motor elétrico de 47 kW (64 cv e 18,4 kg.m) leva o carro a até 130 km/h (velocidade limitada eletronicamente), alimentado por uma bateria de 16 kWh. O carro é um plug-in — a recarga pode ser feita em casa em tomada de 110 V (14 horas) ou 220 V (7 horas). Um dispositivo de carga rápida trifásico (200 V, 50 kW) repõe 80% da carga em 30 minutos.

A autonomia depende bastante da forma de dirigir e chega a até 160 km, em circuito misto. A transmissão permite escolher entre três formas diferentes de condução, mais econômicas ou com maior performance: Drive, Economy e Brake (com máxima regeneração de energia).

Mesmo considerado tráfego pesado e uma carga rápida no trifásico, dá para imaginar uma boa autonomia em ciclo urbano. Para melhorar o alcance é preciso diminuir a pressa, desligar o ar condicionado quando a carga estiver baixa e ficar de olho no econômetro que fica no painel.

Bateria

Com a produção em massa do i-MiEV, o próximo passo da Mitsubishi é reduzir custos e aperfeiçoar a bateria de íon-lítio, sem efeito memória e fabricada para durar dez anos, em parceria com a GS Yuasa na empresa Lithium Energy Japan. A bateria é composta por 88 células de íon-lítio conectadas em série e pesa 220 kg. Cada célula tem 3,75 V e 50 Ah.

O motor elétrico é alimentado por corrente alternada, a 330 V, fornecida por um dispositivo conhecido por inversor, ligado à bateria. Há também uma bateria auxiliar de 12 V.

O i-MiEV pesa 200 kg a mais do que o similar com motor a combustão de 600 cc. Como as baterias estão ao nível do assoalho do carro, o centro de gravidade fica 7 cm mais baixo, melhorando bastante a estabilidade.

Silêncio

O carro tem ar condicionado, freios ABS, rádio, navegador, airbags, direção com assistência elétrica e vidros acionados eletricamente. O ambiente interno é bastante agradável e silencioso — só se ouve o barulho da bomba elétrica que gera o vácuo para o sistema de freios e alguns ruídos no painel de plástico.

Estimativas da Mitsubishi do Brasil indicam um custo energético de R$ 0,03 por km rodado. Um carro a combustão equivalente gastaria cerca de R$ 0,22 com gasolina ou álcool.

Tudo avaliado, sobra uma nota de louvor ao i-MiEV pelo pioneirismo, projeto esmerado, bom acabamento e soluções para a arquitetura eletroeletrônica. Fica também a torcida para que o preço caia o suficiente para vê-lo rodando no Brasil.

Fonte: Automotive Business

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