Qashqai – Crossover com nome engraçado da Nissan pode ser uma boa surpresa no mercado


24 de agosto de 2009|Sem Comentários

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A Nissan no Brasil tenta se equilibrar no que diz respeito à percepção de sua marca. De um lado, preserva uma imagem de especialista em veículos fora-de-estrada, como Frontier, Pathfinder e XTrail. Do outro, busca afirmação entre carros de passeio com o lançamento da linha nacional Livina e adoção de motor flex nos seus importados mexicanos Sentra e Tiida.

Só que até o fim do ano, a marca pode usar um produto para servir como a fusão entre esses dois conceitos de imagem: o Qashqai. Afinal, o modelo de nome esquisito segue a lógica dos recentes crossovers do mercado, que agregam visual de jipe a dimensões enxutas e praticidade de um hatch. Um tipo de veículo que pode cair como uma luva quando chegar ao mercado brasileiro, em novembro.

Até porque muitas marcas têm feito a festa com modelos do gênero, mas com tamanhos distintos. A Hyundai emplacou em julho nada menos que 3 mil unidades do Tucson, que ainda conta com um desenho mais para utilitário esportivo. A General Motors e a Honda registram médias mensais de mil unidades com o Captiva e o CR-V, respectivamente, enquanto a Kia vendeu o primeiro lote de 700 unidades do Soul em menos de um mês. Isso sem falar no Ford EcoSport, que mantém médias superiores a 3 mil. Só que todos os exemplos apostam, principalmente, em um custo/benefício atraente para manter este fôlego.

Com isso, o Qashqai – que deve chegar a preços entre R$ 80 mil e R$ 90 mil –, pode ser a alternativa que a Nissan precisa para explorar esse nicho. E que não conseguiu com o XTrail. Apesar de começar em R$ 87 mil, o utilitário esportivo importado do Japão tem desempenho pífio no mercado brasileiro: 20 unidades/mês, segundo o Renavam. Mas enquanto o XTrail tem um visual mais quadradão, típico dos SUVs, o Qashqai pode até atrapalhar na pronuncia de seu nome, mas tem chances de agradar no estilo. Em seus 4,31 metros de comprimento, 1,78 m de largura, 1,60 m de altura e 2,63 m de entre-eixos, há abusos de músculos, saliências e vincos.

A começar pela frente. Os faróis angulosos e trapezoidais acompanham os sobressaltos das extremidades da tampa do motor.

Ainda no capô, dois vincos definidos ao centro se posicionam bem acima da grade com barras na cor preta e a logomarca da Nissan ao centro emoldurada por um “U” cromado. Uma moldura também preta tenta agregar certa robustez e percorre toda a parte inferior do carro, desde a saia frontal, onde abriga os faróis de neblina, até a traseira, passando pelas caixas das rodas e pelas portas.

Visto de perfil, o que mais chama a atenção é o desenho sinuoso do teto, que transmite uma sensação de movimento. Além disso, um vinco percorre toda a carroceria na altura das maçanetas e se estende até a traseira, onde “cava” um espaço para as lanternas em forma de asa. Ainda na parte de trás, a tampa do porta-malas tem aspecto bojudo, reforçado pelo vidro com contornos arredondados. O para-choques, no acabamento preto que se inicia na frente, traz uma lanterna de neblina afilada ao centro e acomoda dois refletores redondos.

Na Europa, o Qashqai é vendido em diferentes motorizações: 1.6 gasolina de 114 cv, 1.5 diesel de 106 cv e 2.0 diesel de 149 cv. Mas a versão que deve dar as caras por aqui é a com propulsor 2.0 de 141 cv, a mesma que equipa o XTrail – aqui, o SUV desenvolve 138 cv. O modelo terá configurações com câmbio manual de seis marchas ou caixa do tipo CVT – continuamente variável –, que equipa no Brasil, além do próprio XTrail, o sedã Sentra. O Qashqai ainda virá com versões com tração dianteira ou 4X4 integral.

Fonte: MSN Auto

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